Introdução alimentar do bebê: 4 dicas para fazer corretamente

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Os primeiros meses depois do nascimento são tão intensos que muitas mães nem conseguem imaginar o que vem a seguir. Então, quando os bebês se aproximam dos 6 mesese as mamâes acham que estão começando a ter controle da situação, a introdução alimentar do bebê entra na pauta da consulta pediátrica.

São muitos sentimentos e dúvidas surgindo ao mesmo tempo. Será que é o momento certo? Como os novos alimentos vão causar cólicas e interferir no intestino e sono do bebê? E se ele desistir do leite materno?

Respire fundo, vamos lá! Essa é só uma das muitas etapas de desenvolvimento do seu bebê e tudo que você precisa fazer é se preparar para elas com algumas dicas e boas práticas, como estas que listamos aqui. Continue a ler e confira!

O que é introdução alimentar do bebê?

A introdução alimentar é a fase em que novos alimentos são oferecidos na dieta do bebê, além do leite materno — não existe substituição e, sim, complementação. Além disso, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a introdução dos novos alimentos deve começar aos seis meses de vida e o aleitamento materno continuar até os dois anos.

Por que ela é importante?

Ao iniciar a oferta de alimentos para o bebê, os pais estão apresentando novos sabores que vão ampliar o paladar da criança, desenvolver seu aparelho digestivo e proteger sua saúde à medida que seu crescimento exige mais nutrientes e energia.

Esse é ainda um momento de aprendizado. Ao oferecer os alimentos e permitir que o bebê interaja ativamente com eles, os pais estão o ajudando a ter uma boa relação com a comida, inclusive, em sua vida adulta.

Quais as 5 melhores dicas para iniciar esse processo?

Você já entendeu o que é e por que a introdução alimentar do bebê é importante. No entanto, como garantir todos esses ganhos e aprendizados? Confira a seguir o que vai ajudar!

1. Saiba quais alimentos oferecer ao bebê

O pediatra sempre deverá ser consultado, mas, em geral, eles recomendam que a introdução alimentar do bebê comece com uma fruta orgânica in natura por dia, na primeira semana. Depois de testar os sabores de algumas frutas, na segunda semana será a vez dos legumes, que devem ser cozidos, sem temperos e alternados com as frutas e o leite materno. Quando o aleitamento exclusivo ocorrer integralmente até os 6 meses, alguns pediatras sugerem a introdução de frutas, legumes, almoço, intervalos e janta de uma só vez, pois com 6 meses completos e exclusivamente amamentado por leite materno, o bebê já pode iniciar com todo o processo alimentar.

Com o tempo você poderá misturar dois ou mais sabores e colocar alguns temperos naturais, como alho, salsinha e cebolinha, que dão um toque especial na comida. Isso é ótimo para aguçar o paladar e fazer com que a criança tenha menos resistência de experimentar o novo.

2. Lembre-se de que o bebê não comerá muito

Como é uma experiência nova, é comum que o bebê não coma muito nas primeiras tentativas, afinal de contas, ele não sabe engolir alimentos sólidos! Portanto, não precisa forçar a ingestão, pois isso o deixará irritado e apreensivo nas próximas tentativas. Em vez disso, mantenha a rotina da oferta de alimentos diferentes nos dias seguintes. A ansiedade da mãe nesse momento pode ser transferida ao bebê e dificultar o processo, portanto, a paciência nessa hora é fundamental.

Esse é um momento em que o bebê vai fazer caretas, não conseguir engolir ou mesmo cuspir os alimentos que não agradam. Com isso, é válido usar um babador com boa absorção e que não deixe seu peito molhado — o que também pode gerar desconforto.

3. Não crie distrações para fazê-lo comer

Nada de vídeos ou outras distrações que tire o foco da refeição. Ele precisa justamente se concentrar naquele momento e nos sabores. Apesar de ser tentador para as mães de primeira viagem, o foco na refeição é fundamental para que a criança assimile o processo, avalie os sabores e entenda quando se sentiu saciada.

4. Ofereça alimentos amassados grosseiramente

Frutas e legumes devem ser oferecidos amassados grosseiramente para que o bebê conheça diferentes consistências nos alimentos. Além disso, as papinhas processadas no liquidificador não preservam as fibras, que são muito importantes no trato intestinal.

A introdução alimentar do bebê é uma etapa importante para seu desenvolvimento e isso vale tanto para seu organismo como também para questões motoras e cognitivas. Sem contar que as refeições proporcionam momentos que vão ficar na sua memória eternamente.

Seu bebê, com as bochechas e o babador completamente tomados por pedaços de frutas vão render muitas fotos! Como você registra esses momentos? Conte para a gente nos comentários!

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